Crônica de um Dia de Sol Crônico




"Por aqui não se passa 
sem que se sofra o calor do fogo." 
(Dante Alighieri) 


 Sentei para escrever ás dez da matina e podia jurar que o relógio já batia o meio dia. Credo, Deus, pra quê esse calor? O mormaço me derrubou. Nada de inspiração, somente transpiração.
Saio no portão. Somente uma senhorinha debaixo de uma sombrinha velha passa na rua. Corajosa. Aqui fora, nem uma folha de jambo ousa se mexer. Olho para o céu. Lá em cima, uma nuvem sozinha que não cumpre seu bendito trabalho de chover. E eu aqui embaixo, suando, cozinhando em banho maria-da-silva.
Volto para a cadeira e tento escrever sobre o amor, felicidade, sonhos, essas coisas... Mas não dá pra dá um abraçinho no pingo do meio dia, não dá para ser simpática com seus miolos fervendo e não dá nem pra dormir nessa quentura. Ah, eu queria era escrever sobre a beleza de viver...
A vida é bela meus queridos, mas juro que esse calor tá querendo me matar.




Comentários

Eric Jhon disse…
Ta realmente quente mesmo. As palavras parecem se derreter como sorvete no asfalto quente.

http://simplesmentebaboseiras.blogspot.com.br

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