Descobridora dos Sete Mares

  “O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”
Carlos Drummond de Andrade

Eu, marinheira independente, rasgo mapas, e em ti me perco, e em ti navego sem bússola assim que velas de desejo em mim se erguem. Leves brisas em ti eu respiro. O ar, esse nos trespassa, e os nossos corpos esvoaçam feitos bandeiras no vento em um ritmo perdido no tempo. Beijo-te o ombro, o teu hálito, ouço teu suspiro de tédio forçado, encostas a tua cabeça ao meu peito e isso basta pra silenciar a tempestade em copo d’água do meu coração.

Brado aos deuses dos mares, mas por ti é que eu chamo. Por ti peço, tu me ouves, e tua mão me dás. Mas eu dou o bote feito pirata e roubo-te um beijo, e os teus lábios conquisto. Persigo tua língua com a minha, desbravo os teus braços e neles me deixo prender. Liberto as tropas e dos dedos faço soldadinhos com leves machinhas ao rufar do tambor do teu coração. Escalo tuas pernas e nelas me prendo, subo em teu corpo e quase caio em vertigem, ao mesmo tempo em que brinco de exploradora, com minha língua irrequieta te percorro. Exploro teus lábios somente pelo puro prazer de te redescobrir.

 

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Adorei o novo visual do blog, adorei a postagem... Você se superou.

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