Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

A Prisioneira Dele

Imagem
"O verdadeiro nome do amor é cativeiro." William Shakespeare
Prendo minh’alma a ele,
Meus abraços a ele,
Porque eu me sinto livre
Quando estou presa a ele.

Prendo minha mão á dele,
Meus suspiros aos dele,
Porque me tenho livre
Quando eu sou presa dele.

Prendo meus lábios nele,
Meu corpo a ele,
Porque eu só sou livre
Quando estou presa nele

"Porque o meu mais perfeito paradoxo de liberdade, é estar prisioneira em teus braços..."




Krol Rice

Senti(n)do

Imagem
As respirações confundidas,
A confusão de línguas,
E as mãos antecedidas.

A luz do poste da rua,
Os faróis dos carros, Á luz dos teus olhos, nua. 
Asfixia,  O suor quente,
E a taquicardia.

Voz. Toque. Som.
Nos sete sentidos sentir-te...
Gosto. Toque. Tom.


Krol Rice

Soneto IV (Meu Indefinível Amor)

Imagem
Se me perguntassem Se é possível conter o meu amor, Digo que se represassem toda a água do mar Não conteriam a força do meu amor.
Se tu me perguntares Se é possível contar o meu amor, Digo que o infinito não se pode contar E bem maior que o infinito é meu amor.
Meu amor, quando digo que te amo Com todo amor do mundo Ainda não é o bastante para este amor...
Na verdade, quando digo que te amo Eu ainda estou mentindo É que não há palavra maior para esse amor...
Krol Rice

História Estranha

Imagem
Ela foi, eventualmente, não mais que uma história.
Era uma vez, metafórico, talvez,
Um livro nas mãos de cabeça para baixo.
Ela era um conto sussurrado em perfeita altivez.

O que poderia ser mais belo do que sua história?
Que flutua, sem pressa, de homem para homem,
Chegando primeiro em sussurros, e depois gritada
Impressas em mentes livres que não se domem.

(em construção...)


Krol Rice

Criação

Imagem
Antes de ti, eu poderia saber de ti?
Poderia eu (criatura) ter-te criado?
O que eras tu antes de ti?
Antes que te tivesse encontrado?
De onde surgiria minha poesia?
Poderia eu criar algum igual a ti,
Com teu nome em minha alma vazia?
Krol Rice

Purgatório Astral

Imagem
Não gritei antes por ti
Por medo que as águas
(em quais me escondo) Secassem a teus pés Acredito e entendo Que meu signo de peixes De quem tenta ser sereno Faz bem á agitação que és Mas sinto que sabes que sentes também...
Sei que num dia ruim fostes mar sem peixe Leão sem presa
Com uma rede de pesca vazia Quem nem servia para embalar teu sonho
E por falar em sono Perdão se te fiz rugir a noite Sem pedir autorização por escrito Ao sindicato dos astros...
Perdão se usei teu signo Como refúgio dos meus sentidos Pedaço de um coração calado Que voltei a escutar em ti É que hoje acordei e lembrei-me Que teu anzol não passou-me ao lado Atravessaste-me o peito E eu acordei com o coração curado...
Krol Rice