Águas de Abril



Porta entreaberta, réstia de sol,
Fazendo estrelas da poeira que dança
Te pego pela mão e te levo
E nos juntamos a elas feitos crianças,
Rabiscando na calçada castelo e floresta
Pôs-se a brincar e juntar os pedaços de giz
Desenho o céu no chão
De ontem e de agora pra compor nossa história
E contá-las amanhã ou depois quando for avó
Chega água de cima pra baixo
O sol vai embora, não vai só
Vai poeira, ou estrelas, ou memória
Fazendo risco no chão de um caminho pro mar.
Que hoje tem fim no contar de alguns passos,
Nós, tão crianças corremos á janela
É por ela, é na fresta, que ainda temos sonhos
E centelha e poeira e estrelas
Deixo a porta entreaberta para o sol,
Se voltar após as chuvas de modo sutil
As águas de Março caíram em Abril...
Krol Rice

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